Blog da Claudinha
13 de novembro 2008

“Você gostaria que seu filho fosse gay?” Eu deveria responder “sim” a essa pergunta? O que você deveria dizer a Leo Áquila, vestido de rosa, rindo bastante, insinuando coisas que poderiam ser depreciativas do seu trabalho e do seu caráter, caso ele te fizesse essa pergunta? O quê? Aquilo não era uma piada?

Se temos um problema desse tamanhão, ao menos deveríamos tê-lo mudado de contexto. Se eu estivesse discutindo homossexualidade, não faria graça. Muito menos meu marido. Além de se tratar de um assunto de extrema seriedade, nunca desrespeitei ser humano nenhum.

Francamente não desejo que meu filho seja homossexual por vários motivos e, sobretudo pelo preconceito absurdo que vejo meus amigos gays sofrerem em seu dia `a dia. Entretanto, Deus sabe o que ele será e independente do rumo da sua sexualidade eu o amarei incondicionalmente.

Além disso, se muitos homossexuais ainda se dividem quanto a homossexualidade ser uma alteração genética ou de fato uma opção sexual, por que eu deveria afirmar no meio de uma brincadeira que gostaria que meu filho fosse gay?

Ah! Já sei. Queriam que eu fosse hipócrita para evitar o repúdio alheio? Vejamos, talvez eu devesse dizer que “sim”, ou devesse ter uma resposta preparada para cada circunstância parecida. Caso outro apresentador “seriíssimo” me perguntasse sobre a questão, eu seria hipócrita e diria: Quero que meu filho seja gay. Isso evitaria um boicote e eu ficaria mais rica, não? Não me perguntaram se eu amaria meu filho ainda que ele fosse gay. Não. Me perguntaram em “tom Engraçado”, em clima de piada, se eu gostaria que meu filho fosse gay.

Vamos lá! Façam uma pesquisa sobre a minha vida, sobre a do meu marido. Sabem quantos amigos homossexuais nós temos? Perguntem a cada um deles se em algum momento os discriminamos. Volto a dizer que Jamais desrespeitei ou preconceituei qualquer ser humano. E defenderia os homossexuais caso fosse necessário, em função de serem iguais a mim. Somos todos humanos.

Se eu errei, ou magoei alguém, lamento, e em nome do meu marido também. Essa jamais foi a nossa intenção. Assim aprendi em minha casa: “Ame, indistintamente”. Assim o farei. Sempre o fiz.

Boicotem, agridam. Aí realmente mora o preconceito, abusivo, abusado, circunstancial, oportunista. Levantem uma bandeira tão séria fundamentada numa piadinha que um apresentador fez comigo. Será que ele não deveria dar uma conotação diferente a este tipo de pergunta? Será que o tema se encaixa numa piada? Imagine, se ele brinca com o assunto em suas perguntas, por que eu não poderia brincar em minhas respostas? Afinal, aquilo era um debate?

Talvez eu deva ensaiar tudo que vou dizer a partir de agora, vivemos na era fake. Quanto mais agradáveis formos, melhor, não? Talvez eu deva realmente ceder `a essa hipocrisia e me tornar mais um enlatado de prateleira de supermercado, e assim, quem sabe, nas próximas eleições…

“Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem”.

CL

09 de novembro 2008

O final de semana não poderia ser melhor. Receber amor, fazer aquilo que eu gosto, compartilhar emoções, tudo isso num momento singular da minha vida. Minha primeira gravidez tem sido uma alegria infinita, e nesses últimos dois dias eu tive experiências inesquecíveis.

Tá certo. O povo Mineiro é fantástico, eu sei. Mas aquele público de Uberlândia ontem deu um show de astral, sincronia e respeito. Sim. Respeito. Eram umas quarenta mil pessoas pulando, sorrindo e, talvez inconscientemente, impulsionando cada movimento meu, um respeitando os limites do outro.

É extraordinário ver uma massa que se une pra celebrar a vida com alegria. Embora eu estivesse em cima daquele palco para entreter toda gente, assisti a um espetáculo. Homens, mulheres e crianças, todos juntos, literalmente de mãos dadas- na Corda do Caranguejo. Que corda!!!!!

Na sexta também fiquei emocionada demais com o show de Sampa, sobretudo no momento em que cantei Pássaros. Meus fãs mágicos estavam espalhados pelo HSBC, com aqueles cartazes que estão cada dia mais coloridos e minuciosamente elaborados. Como se não bastasse o fato de já serem especiais pra mim, dão-se ao trabalho de criar tantas formas lindas e brilhantes de marcarem cada momento meu.

Os olhares mareados de vocês ali na frente quase me deixaram tonta. Eu preciso de auto-controle, turma!! Tem vezes que eu busco isso num copo d’água, porque se não for assim, o show fica melancólico. Vocês se debulham em lágrimas de lá e eu de cá. rs!

Talvez vocês não entendam, talvez isso não faça muita diferença em suas vidas, mas a verdade é que eu jamais vou esquecer o que tenho presenciado. Num momento em que tanta gente enxerga uma mulher no meu estado como um ser frágil, eu tenho exercitado minha força diariamente e, cada um de vocês que se apresenta pra mim tem impulsionado minhas motivações.

Pouco me importa o amanhã, também não vivo de passado, mas a verdade é que esses momentos transcendem qualquer idéia de tempo e, independente de como eu esteja, serei alimentada por eles. Jamais vou esquecer o quanto sou amada agora. Jamais.

Por causa de momentos assim, não me vejo distante dos palcos da vida. “Quero cantar e cantar a beleza de ser aprendiz.” Eu tenho muito a aprender… Há interesse em me acompanhar?

TOTAISSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!

O BEIJO.

Kk

08 de novembro 2008
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Meninos e meninas, estou me preparando para o show em Uberlândia e acabo de receber um e-mail com essas fotografias reveladoras: Nino e o verdadeiro “Ursinho caramelo”.

Eu sempre chamei meu gordo por esse apelido e, perceba, ele encontrou a fonte de toda a minha inspiração e agora está rindo `a toa. Óh, Que alegria!!!!!!!!!

Agora preciso voltar ao ritual de embelezamento, mas hoje, claro, não vou fazer aquelas ondinhas nos cabelos de jeito nenhum. É um negócio demorado demais e, por causa da quantidade de laquê, dá o maior trabalho depois que a festa acaba, um verdadeiro emaranhado. Deixemos o “Trionda” para uma outra ocasião.

O beijo.

Kk

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